Câmeras com Inteligência Artificial começam a Flagrar Motoristas Sem Cinto e ao Celular Enquanto dirigem nas Rodovias da Região

Foto: EPR Triângulo/Divulgação

As estradas do Triângulo Mineiro ganharam u

m “vigilante” que não dorme e enxerga até através de vidros escuros. A concessionária EPR Triângulo instalou câmeras equipadas com Inteligência Artificial (IA) para identificar, em tempo real, quem está dirigindo de forma perigosa. O sistema já está funcionando em trechos da BR-365, entre Uberlândia e Patrocínio.

O “olho vivo” nas estradas

Diferente das câmeras comuns, essa nova tecnologia consegue “olhar” para dentro do carro. Segundo a concessionária, o sistema identifica rapidamente se o motorista ou o passageiro estão sem o cinto de segurança ou se o condutor está mexendo no celular.

A precisão impressiona: a IA consegue detectar infrações mesmo em veículos com insulfilm (vidros escuros). Um teste inicial feito pela empresa revelou um dado preocupante: 10% das pessoas que passaram pelo trecho estavam sem o cinto de segurança.

O que a câmera identifica?

O sistema foi treinado para enviar um alerta aos policiais sempre que flagrar:

  • Motorista ou passageiro sem cinto;

  • Uso de celular ao volante;

  • Motorista dirigindo com apenas uma das mãos;

  • Faróis apagados (em pistas que não são duplicadas).

Multa sem abordagem

Muita gente acredita que a multa só acontece se a polícia parar o carro na rodovia, mas com essa tecnologia a história muda. A câmera não dá a multa sozinha, mas ela avisa o policial na hora.

O agente de segurança recebe a imagem, confere o erro e faz a autuação de forma remota, ou seja, à distância. Isso permite que a fiscalização funcione 24 horas por dia, sem que o policial precise estar fisicamente parado no acostamento ou perseguindo o veículo.

Próximos passos

A tecnologia faz parte de uma parceria entre a EPR, a Artemig e as polícias Rodoviária Federal e Estadual. O objetivo agora é levar esse monitoramento para outras cidades da nossa região, como Nova Ponte e Monte Carmelo.

A ideia, segundo os órgãos de trânsito, não é apenas multar, mas forçar o motorista a ter mais prudência para reduzir o número de acidentes graves nas nossas rodovias.

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